Se o trabalho já consome tempo e energia suficiente para deixar as pessoas cansadas e nervosas, imagine que, para além de todos os problemas pessoais e profissionais (mais aqueles que o “sistema” impõe), as pessoas perdiam 20% das suas poupanças no mercado financeiro!

Infelizmente, em momentos de crise, como o atual (guerra da Ucrânia), as estratégias tradicionais de investimentos mostram não possuir a adequada gestão de risco, tirando o sono e a sanidade às famílias, aos pequenos investidores. Quando as pessoas fazem exercícios de contabilidade básica (lucro = receitas – custos), observando que os custos aumentam e as receitas se mantêm constantes, entendem que o lucro diminui. Percebem que a maioria das estratégias de investimentos tradicionais apresentam custos elevados, fazendo com que o retorno do investimento tenha grande probabilidade de ficar abaixo do valor do mercado.

É por isso que uma ausência de estratégia de investimentos detalhada faz com que a maior parte dos pequenos investidores não saiba perspetivar o que ocorreria com a sua carteira de investimentos, caso a bolsa caísse 60% em apenas meia dúzia de meses… Ou se a inflação chegasse aos 10%. Saber o que fazer em diversos cenários é essencial para o sucesso de qualquer pequeno ou grande investidor no longo prazo.

Qualquer um precisa saber o que fazer em momentos de crise, de pânico ou de euforia, porque é nestes momentos que a maioria dos investidores (80%) perde muito dinheiro e os investidores profissionais (20%) ganham todo o dinheiro. Para as pessoas não morrerem de susto, a alocação de ativos parece ser uma estratégia que minimiza o risco; um caminho que procura melhorar a relação entre risco e retorno através do tamanho da “posição”. Ou seja: procura estabelecer quanto se investe em cada ativo, de acordo com a sua tolerância ao risco, as metas e o horizonte de tempo.

Assim sendo, percebe-se que a alocação de ativos é uma estratégia praticada por diversos fundos de investimentos, de sucesso, que geram fortunas de biliões de dólares pois, mais de 90% da variação do retorno de uma carteira de investimentos, no longo prazo, é resultado da sua alocação de ativos, sendo cerca de 10%, resultado do market timing (momento da compra e venda de um certo ativo) e da escolha de determinadas ações individuais e títulos. Portanto; lembre-se que a alocação de ativos, ou seja, o quanto se destina para cada investimento (carteira), é bem mais importante/relevante do que quando se compra um determinado ativo! Por fim, lembro que a maior parte dos Fundos de Investimentos vão e vêm, tendo baixa probabilidade de superar o índice de ações no longo prazo. Ainda que alguns tenham êxito (menos de 1/3), o risco da maioria destes fundos é superior ao normal, tornando-se investimentos arriscados.


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